Polícia investiga se crime teve relação com a disputa por um celular que havia sido comprado pela vítima. Homem de 36 anos nega ter participado da execução.
Um homem de 36 anos foi preso nesta quinta-feira (20), em Palmas, durante a investigação sobre a morte de Manoela Miranda Lisboa, de 19 anos. A jovem foi assassinada a tiros em junho, na região sul da capital.
O suspeito, identificado pelas iniciais R.S.F., foi localizado no setor Santa Fé 2. A Polícia Civil cumpriu contra ele um mandado de prisão preventiva e também realizou buscas na residência onde ele estava.
O crime aconteceu no dia 20 de junho, no Setor Marly Camargo.
Segundo a 1ª Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (1ª DHPP), Manoela havia comprado por R$ 100 um celular que teria sido furtado do investigado por outra pessoa.
A polícia afirma que o homem conseguiu localizar o aparelho e passou a tentar recuperá-lo.
Em uma dessas tentativas, teria ocorrido uma discussão. Conforme a investigação, o suspeito foi atingido com uma garrafa e deixou o local.
Pouco depois, segundo a Polícia Civil, ele retornou.
A investigação também aponta que o celular chegou a ser entregue ao suspeito em uma padaria nas proximidades.
Mesmo depois de recuperar o aparelho, ele teria voltado novamente ao local onde Manoela estava.
A jovem foi então atingida por disparos e morreu.
Depois de ser preso, o homem prestou depoimento.
Segundo o delegado responsável pelo caso, ele confirmou que teve o celular furtado, mas negou ter ido ao local para matar Manoela.
A versão apresentada pelo suspeito é de que estaria dando carona para outra pessoa quando o crime aconteceu.
A Polícia Civil informou que ainda trabalha para esclarecer quem efetuou os disparos e se outras pessoas participaram do homicídio.
As diligências continuam sob responsabilidade da 1ª DHPP de Palmas.
O homem permanece preso e à disposição da Justiça.
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