Gaeco investiga grupo suspeito de invadir fazendas e roubar defensivos agrícolas

Operação Harvest cumpriu oito mandados em quatro cidades. Investigação aponta atuação de policiais militares e uso de propriedade rural para esconder cargas roubadas.



O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Tocantins cumpriu nesta quinta-feira (27) oito mandados de busca e apreensão durante uma investigação sobre roubos em propriedades rurais.


A Operação Harvest teve ações em Brasília (DF), Luziânia (GO), Luís Eduardo Magalhães (BA) e Barreiras (BA).


Segundo o Gaeco, o grupo investigado teria atuado principalmente no Tocantins e na Bahia, entre 2025 e o primeiro trimestre de 2026, com foco no roubo de defensivos agrícolas.


Entre os alvos estão dois policiais militares da Bahia.


A suspeita é de que eles atuassem na escolta armada do caminhão usado para transportar as cargas roubadas, tentando impedir abordagens de outras forças de segurança.


Um fazendeiro de Barreiras também é investigado. Segundo o Gaeco, a propriedade dele teria sido usada para esconder os produtos antes da revenda.


A investigação aponta ainda que o grupo tinha divisão de tarefas, com integrantes responsáveis pela articulação, logística, execução dos roubos e transporte dos materiais.


Uma das ocorrências atribuídas ao grupo aconteceu em janeiro deste ano, em Almas, no sudeste do Tocantins.


Segundo a investigação, homens armados invadiram uma fazenda e mantiveram funcionários em cárcere privado por várias horas.


Na ação, foram roubados defensivos agrícolas avaliados em cerca de R$ 340 mil, além de armas e uma caminhonete.


Parte dos suspeitos capotou a caminhonete durante a fuga. Já o caminhão com os defensivos teria seguido em direção à Bahia com apoio de batedores.


De acordo com o Gaeco, os investigados acompanhavam grandes fazendas para identificar quando havia maior quantidade de defensivos armazenados.


A partir disso, teriam planejado as invasões e retirado os produtos mediante violência.


A operação contou com apoio de forças de segurança do Tocantins, Goiás e Bahia.


As investigações continuam para identificar a participação de cada envolvido e esclarecer a destinação das cargas roubadas.

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