Ex-prefeito é autuado após polícia encontrar munições durante operação em Darcinópolis

Jackson Soares Marinho foi levado à delegacia durante a Operação Pedra Furada, que investiga suspeitas de desvios e fraudes com recursos públicos. Ele foi liberado após os procedimentos.



O ex-prefeito de Darcinópolis Jackson Soares Marinho foi autuado em flagrante nesta quinta-feira (27) depois que policiais encontraram munições calibre .22 na casa dele durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão.


A ação fazia parte da Operação Pedra Furada, que investiga suspeitas de irregularidades na administração municipal entre 2016 e 2024.


Segundo a Polícia Civil, não havia mandado de prisão contra Jackson. A autuação ocorreu apenas após a apreensão das munições, que estariam sem a autorização necessária para posse.


O ex-prefeito foi encaminhado para a Central de Atendimento da Polícia Civil, em Araguaína, e liberado depois dos procedimentos.


Em nota, a defesa informou que os fatos foram esclarecidos à autoridade policial e confirmou que Jackson está em liberdade.


Os advogados também afirmaram que ainda não tiveram acesso aos autos que fundamentaram a busca e apreensão.


A Operação Pedra Furada é conduzida pela 3ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado, de Araguaína, e reúne 11 inquéritos policiais.


As investigações apuram suspeitas de organização criminosa, peculato, fraude em licitações, desvio de recursos públicos, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.


Entre os fatos investigados está o possível desvio de cerca de R$ 1 milhão em recursos destinados ao enfrentamento da Covid-19.


A Polícia Civil também apura mais de R$ 3,6 milhões em contratos ligados à manutenção da frota municipal, além de possíveis fraudes em notas fiscais e suspeitas de irregularidades em concurso público.


No curso da investigação, a Justiça determinou o bloqueio de mais de R$ 2 milhões em ativos financeiros e o sequestro de bens.


Entre os bens alcançados pelas medidas estão imóveis, veículos, gado e uma máquina utilizada na perfuração de poços artesianos.


A Polícia Civil também investiga possível evolução patrimonial incompatível de investigados e a suspeita de que bens tenham sido registrados em nome de familiares ou terceiros.


As investigações continuam.

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