Defesa da mãe diz que certidão de óbito aponta violência sexual na morte de menino de 3 anos em Palmas


Polícia Civil investiga a morte da criança e informou apenas que há indícios de violência no corpo. Laudos periciais devem esclarecer as circunstâncias do caso.


A investigação sobre a morte do menino Gustavo Veloso Feitosa, de 3 anos, ganhou um novo desdobramento nesta terça-feira (4). A defesa da mãe da criança afirmou que a certidão de óbito aponta violência sexual como causa da morte. O menino foi encontrado sem vida na manhã de segunda-feira (3), em uma casa na região norte de Palmas.


Segundo a advogada Stella Bueno, que representa a mãe, o documento indica que a criança morreu em decorrência de hemorragia interna provocada por violência sexual. A informação, entretanto, ainda não foi confirmada oficialmente pela Polícia Civil, que mantém o inquérito sob sigilo.


Na manhã desta terça-feira, o delegado Eduardo Menezes informou apenas que foram encontrados indícios de violência no corpo da criança. Conforme a polícia, os exames periciais serão fundamentais para definir se a morte ocorreu em razão de um acidente ou de um homicídio.


Ainda de acordo com a defesa da mãe, as informações obtidas durante o acompanhamento da investigação afastam a hipótese de morte acidental. A advogada também afirmou que a perícia considera a possibilidade de que o menino tenha morrido ainda no domingo (2), quando estava sob os cuidados do pai.


Segundo a representante da família, a mãe da criança já havia registrado denúncias de ameaças contra o ex-companheiro durante o relacionamento. A família também acredita que o caso possa estar relacionado à violência vicária, quando um filho é usado como instrumento para atingir emocionalmente a mãe. Essa hipótese, no entanto, ainda não integra oficialmente a investigação conduzida pela Polícia Civil.


Versão apresentada pelo pai


O pai da criança, o advogado Igor Gustavo Veloso de Sousa, é investigado no caso. Em nota divulgada anteriormente, a defesa informou que o menino sofreu um princípio de afogamento enquanto estava na piscina da residência, no domingo (2).


Segundo os advogados, a criança recebeu os primeiros socorros, voltou a reagir, tomou banho e foi colocada para descansar. Na manhã seguinte, o pai teria encontrado o filho sem sinais vitais.


A defesa informou ainda que Igor Gustavo compareceu espontaneamente à Polícia Civil, prestou esclarecimentos, entregou as chaves da residência para os trabalhos da perícia e permanece à disposição das autoridades.


Caso segue sob investigação


A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar as circunstâncias da morte e informou que aguarda a conclusão dos laudos periciais antes de confirmar a causa do óbito. A investigação é conduzida pela 1ª Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Palmas.


A reportagem solicitou posicionamento da Secretaria da Segurança Pública sobre as informações divulgadas pela defesa da mãe e atualizará este texto caso haja manifestação oficial.

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